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1841–1875

VI

Luís Nicolau Fagundes Varela

Não mais insiste o rígido Batista Ao povo israelita predizendo A vinda do Messias; não, agora, Agora que Jesus reconhecera

Como o filho de Deus, e anunciado Por todos os profetas, o apresenta Às multidões surpresas: — Vede, exclama, Eis o cordeiro do Senhor, que afasta

Os pecados do mundo! Oh! sim, é ele, De quem eu sempre disse, e em toda parte: Depois de mim virá o preferido! Virá quem era, e é, quem eu não via,

Quem batizei com água, aparelhando A grande estrada, que trilhar devera! — Estas palavras escutando, o povo Que o Batista respeita, corre, apinha-se

À roda de Jesus; modesto e simples, Ele, porém, retira-se a outros sítios, E procura mais tarde, finalmente, Da linda Galileia os frescos vales.

Dois amigos de João, seguem-no logo; Depois Filipe o pescador, e o lhano, Meigo Natanael, seu companheiro. Foram estes paupérrimos mancebos,

Paupérrimos dos dotes da fortuna, Porém ricos de amor e de esperança, Limpos de coração, mansos e crentes, Os primeiros discípulos de Cristo.

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