Não mais insiste o rígido Batista
Ao povo israelita predizendo
A vinda do Messias; não, agora,
Agora que Jesus reconhecera
Como o filho de Deus, e anunciado
Por todos os profetas, o apresenta
Às multidões surpresas: — Vede, exclama,
Eis o cordeiro do Senhor, que afasta
Os pecados do mundo! Oh! sim, é ele,
De quem eu sempre disse, e em toda parte:
Depois de mim virá o preferido!
Virá quem era, e é, quem eu não via,
Quem batizei com água, aparelhando
A grande estrada, que trilhar devera! —
Estas palavras escutando, o povo
Que o Batista respeita, corre, apinha-se
À roda de Jesus; modesto e simples,
Ele, porém, retira-se a outros sítios,
E procura mais tarde, finalmente,
Da linda Galileia os frescos vales.
Dois amigos de João, seguem-no logo;
Depois Filipe o pescador, e o lhano,
Meigo Natanael, seu companheiro.
Foram estes paupérrimos mancebos,
Paupérrimos dos dotes da fortuna,
Porém ricos de amor e de esperança,
Limpos de coração, mansos e crentes,
Os primeiros discípulos de Cristo.