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1841–1875

V

Luís Nicolau Fagundes Varela

Como o clarão de solitária estrela Entre os feios bulcões da tempestade Consola os transviados navegantes Na vastidão dos mares ominosos,

O doce aspecto do divino Mestre Reanimou as decaídas frontes Das lacrimosas, pálidas mulheres. — Ah! se aqui foras, dizem suspirando,

Não fenecera nosso irmão tão cedo, Teu amigo, Senhor! Mas tudo podes, O que a teu Pai pedires será feito! — — Não vos entristeçais, — responde Cristo,

Ele há de ressurgir. — No fim dos tempos, No dia horrendo do juízo eterno, Meu Deus, eu bem o sei! — Maria exclama. — Sou a ressurreição, a excelsa glória,

Prossegue o Salvador, — fonte da vida, Quem ouve minha voz, sepulto, embora, Triunfará da morte; o que respira, E sente, e pensa, e crê, durma tranquilo,

Jamais perecerá! — Onde puseste O frio corpo desse pobre amigo? — — Vem, e verás, responde a ingênua Martha. Depois chamando a irmã silenciosa

Guia o Senhor ao túmulo de Lázaro, Negro jazigo entre rochedos fundos.

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