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1841–1875

II

Luís Nicolau Fagundes Varela

Sentado sobre um céspede, no monte, Contempla o solitário pensativo Os vastos descampados, resplendentes De cambiantes fogos; porém, quando

Desaparece além a ígnea esfera A outras regiões levando a vida, Ajoelha-se e ora; depois toma O nodoso bordão que ao lado estava,

E desce da montanha. A seu encontro Corre a formosa e tímida Naída. Uma ligeira nuvem de tristeza Empana os olhos da gentil menina.

— Mestre, dizei-me, balbucia, os sonhos Alguma vez traduzem a verdade? Guardam algum sentido? — O que perguntas, Insensata criança! Porventura,

Podem as ilusões loucas, falazes, Da solta fantasia, apresentar-nos Alguma cousa mais do que mentiras? — — Assim também o creio, porém, tremo!

Esta noite sonhei, sim, foi um sonho, Mas um sonho terrível!... — Vamos, conta Esse terrível sonho. — Não... mais tarde. — O padre não insiste. Vagarosos

Caminham para o novo eremitério, Onde os espera o povo impaciente.

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