Atra tormenta, inundação medonha, Derribaram a mísera cabana Do ministro de Deus. Pesados troncos Boiam ainda nas barrentas águas,
Represadas nos úmidos algares, Que as enxurradas do verão cavaram. Os arbustos vergados, encobertos De lodo e solta argila, restos guardam
De pobres utensílios, móveis pobres, Pelo furor da enchente arrebatados Ao triste eremitério. Galhos secos, Combros de areia elevam-se nos sítios
Onde mais bela a relva vicejava: Mas, sobre a fina areia e sobre o lodo, Nem sequer um sinal de humanos passos! Senhor! que é feito do piedoso mestre?
Por que no santo dia de teu nome, Quando os ingênuos crentes se reúnem Para ouvir tua história e teus preceitos, Tudo está frio, desolado e morto?
Porventura... Mas não: como suaves, Repassadas de amor e de humildade, Sobem aos céus as maviosas preces Dos singelos conversos! Ei-los juntos
No topo de um outeiro, ajoelhados À roda do piedoso missionário, Cantando teus louvores! Ruja o vento, Estale o raio, o temporal braveje,
Vingue a enchente voraz os altos montes, Que importa! O zelo vencedor do tempo, A crença viva que produz milagres, Farão novos sacrários, novas aras,
Onde as almas fieis, Senhor, te adorem!
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