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1841–1875

II

Luís Nicolau Fagundes Varela

Porém, depois dos últimos sucessos Desta História de acérrimos labores Decorreram dez anos. As planícies Cobrem-se de abundantes sementeiras,

Muge o gado no campo, as ovelhinhas Brincam nos ervaçais, e sobre o monte, No sítio ameno da saudosa ermida Do servo do Senhor, alveja agora

Entre as pobres cabanas dos conversos A torre estreita de um singelo templo. Põe-se o sol. Os clarões finais do dia Morrem ao longe nas remotas serras;

Voltam os lavradores do serviço, E chamando os filhinhos, se dirigem À casa do Senhor; os sons do sino Pela primeira vez ressoam crebros

Naquelas solidões. Um pobre padre, De venerando rosto, ergue-se e canta As preces melancólicas da tarde. Oh! não é ele o Apóstolo das selvas!

Musa dos ermos, o profeta é morto!... Não! inda brilha, descorado embora, O astro das missões! Inda derrama, Bela estrela da Fé, a luz propícia

Que às trevas espancou do Novo Mundo! Espírito do amor e da saudade, Leva o gênio do bardo aos longes climas, Onde os ecos acorda maviosa,

A doce voz que clama no deserto! Onde vagueia convertendo os povos O sucessor egrégio do Batista!

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