Porém, depois dos últimos sucessos
Desta História de acérrimos labores
Decorreram dez anos. As planícies
Cobrem-se de abundantes sementeiras,
Muge o gado no campo, as ovelhinhas
Brincam nos ervaçais, e sobre o monte,
No sítio ameno da saudosa ermida
Do servo do Senhor, alveja agora
Entre as pobres cabanas dos conversos
A torre estreita de um singelo templo.
Põe-se o sol. Os clarões finais do dia
Morrem ao longe nas remotas serras;
Voltam os lavradores do serviço,
E chamando os filhinhos, se dirigem
À casa do Senhor; os sons do sino
Pela primeira vez ressoam crebros
Naquelas solidões. Um pobre padre,
De venerando rosto, ergue-se e canta
As preces melancólicas da tarde.
Oh! não é ele o Apóstolo das selvas!
Musa dos ermos, o profeta é morto!...
Não! inda brilha, descorado embora,
O astro das missões! Inda derrama,
Bela estrela da Fé, a luz propícia
Que às trevas espancou do Novo Mundo!
Espírito do amor e da saudade,
Leva o gênio do bardo aos longes climas,
Onde os ecos acorda maviosa,
A doce voz que clama no deserto!
Onde vagueia convertendo os povos
O sucessor egrégio do Batista!