Skip to content
1841–1875

I

Luís Nicolau Fagundes Varela

O rúbido clarão do sol no ocaso Doura da serrania as eminências E as grimpas da floresta, e já formosa Embora descorada, se equilibra

No Armamento a lua. Que sucesso Lutuoso e sinistro a mente ocupa E incita a diligência, a atividade Dos pobres sertanejos? Que trabalhos

São esses que executam pressurosos. Junto do eremitério, sobre as gandras E lezírias vizinhas? Por ventura Novos perigos e aflições aguardam?

Longe, porém nas úmidas campinas Avultam mudas, sobre o chão revolto As cruzes sepulcrais, na terra fria Estendem-se os perímetros incertos

De funerárias covas, sobre a relva, Sobre os torcidos galhos dos arbustos Negrejam pastas de coalhado sangue; E além, junto do rio, o triste povo

Chora os filhos e irmãos sacrificados, Enquanto reza o apóstolo dos ermos As preces por finados. Vai-se a tarde, O céu desmaia, as aves emudecem,

E os fiéis se reúnem lentamente Junto do templo humilde do deserto.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.