O rúbido clarão do sol no ocaso
Doura da serrania as eminências
E as grimpas da floresta, e já formosa
Embora descorada, se equilibra
No Armamento a lua. Que sucesso
Lutuoso e sinistro a mente ocupa
E incita a diligência, a atividade
Dos pobres sertanejos? Que trabalhos
São esses que executam pressurosos.
Junto do eremitério, sobre as gandras
E lezírias vizinhas? Por ventura
Novos perigos e aflições aguardam?
Longe, porém nas úmidas campinas
Avultam mudas, sobre o chão revolto
As cruzes sepulcrais, na terra fria
Estendem-se os perímetros incertos
De funerárias covas, sobre a relva,
Sobre os torcidos galhos dos arbustos
Negrejam pastas de coalhado sangue;
E além, junto do rio, o triste povo
Chora os filhos e irmãos sacrificados,
Enquanto reza o apóstolo dos ermos
As preces por finados. Vai-se a tarde,
O céu desmaia, as aves emudecem,
E os fiéis se reúnem lentamente
Junto do templo humilde do deserto.