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1826–1864

XIV

Laurindo José da Silva Rabelo

Pátria, teu choro, Merecem, mais que o morto, os filhos vivos. Ai! tristes dessas plantas que ficaram No campo estéril, pedregoso e imundo!

Pela má região contaminados, Raça degenerada os dias contam Por ampulhetas grávidas de crimes. Começa a punição. Esse do Egito

Anjo exterminador está conosco; Cada dia, um a um, nos vai ceifando Da liberdade os filhos primogênitos. Assim a espada da justiça eterna

Invisível nos fere, inopinada: Assim os tetos da cidade ímpia, Do Senhor pela ira arremessado, Sem fuzil nem trovão, mudo, imprevisto,

O raio punidor fulmina e abate.

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XIV · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove