Pátria, teu choro,
Merecem, mais que o morto, os filhos vivos.
Ai! tristes dessas plantas que ficaram
No campo estéril, pedregoso e imundo!
Pela má região contaminados,
Raça degenerada os dias contam
Por ampulhetas grávidas de crimes.
Começa a punição. Esse do Egito
Anjo exterminador está conosco;
Cada dia, um a um, nos vai ceifando
Da liberdade os filhos primogênitos.
Assim a espada da justiça eterna
Invisível nos fere, inopinada:
Assim os tetos da cidade ímpia,
Do Senhor pela ira arremessado,
Sem fuzil nem trovão, mudo, imprevisto,
O raio punidor fulmina e abate.