Chora, ó pátria, lamenta a infausta perda;
Mas consola-te ao menos com lembrar-te
Que teu filho desceu sem mancha ao túmulo.
Morreu!... mas grande foi. Da liberdade
Filho amante nasceu; dela soldado,
Morreu firme em seu posto. Da ciência
Candidato fiel, morreu filósofo.
Era uma planta de primor nascida
Em campo estéril, pedregoso e imundo;
Mas tão cheia de vida, qu’inda nova
E em terreno tão mau, brotava aos centos
Do tronco verde vigorosos ramos;
Ramos cobertos de formosas flores,
E curvados de frutos. Encantado,
De a ver assim tão bela, o Rei Celeste,
Antes que envenenada perecesse
No solo ingrato, transplantou-a em breve
Para os pomares seus.