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1826–1864

XIII

Laurindo José da Silva Rabelo

Chora, ó pátria, lamenta a infausta perda; Mas consola-te ao menos com lembrar-te Que teu filho desceu sem mancha ao túmulo. Morreu!... mas grande foi. Da liberdade

Filho amante nasceu; dela soldado, Morreu firme em seu posto. Da ciência Candidato fiel, morreu filósofo. Era uma planta de primor nascida

Em campo estéril, pedregoso e imundo; Mas tão cheia de vida, qu’inda nova E em terreno tão mau, brotava aos centos Do tronco verde vigorosos ramos;

Ramos cobertos de formosas flores, E curvados de frutos. Encantado, De a ver assim tão bela, o Rei Celeste, Antes que envenenada perecesse

No solo ingrato, transplantou-a em breve Para os pomares seus.

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XIII · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove