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1826–1864

VISÃO

Laurindo José da Silva Rabelo

Silêncio! As trevas desbotam Seu carregado negror; Vai pouco a pouco surgindo Matutino resplendor.

Por entre nuvens de púrpura Assoma visão celeste, Real aspecto mostrando No ar, na forma e na veste.

Cinge um manto, um cetro empunha, que um dragão tem por emblema; Vinte estrelas-sóis flamejam No circ’lo do seu diadema.

Na destra suspende um mundo: Mais vigoroso que Atlante, Firme os pés, apóia o cetro Sobre o dorso de um gigante.

A claridade que o cerca É seu olhar que a produz; Não vê somente, dá vista; Não tem só, difunde a luz.

Dessa luz iluminados, Com pasmo e prazer profundo, No vulto reconhecemos Nosso pai — Pedro Segundo

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