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1826–1864

VII

Laurindo José da Silva Rabelo

Como o gemer de vaga, que se quebra No sopé do rochedo; Como ribombo de trovão, que rola Pelos longes do espaço,

Ou eco de clarim perdido em ermos, Do Gênio a voz ecoa no infinito, E, por ela acordada, O semblante solene

Ergue para saudá-lo a Eternidade, Lá soa o bronze, solfejando a nota Da alpercata da morte sobre as campas. O sol está no ocaso!!!

O Gênio ansioso espera O sinal de seu vôo ao Ser Supremo. Vede-lhe o pensamento: — é uma lira, Donde os dedos da Fé extraem destros

Melífluos sons divinos — São os salmos do gênio agonizante: E a última das notas é sua alma, Que se perde no céu! — De lá, ó morte,

Sorrindo a teu poder te desafia Pelo raio divino armada a destra, Dos céus abroquelado; Enquanto cá na terra,

Sarcasmo a teu poder, seu nome troa, Como um brado de glória, enchendo o mundo

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VII · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove