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1826–1864

V

Laurindo José da Silva Rabelo

E desde então existo, mas não vivo; Só tenho sentimento Nesse elo fatal por onde a vida Se prende ao sofrimento.

Vi na infância relâmpago afogado Em negra escuridão; De amor nas breves ditas vil mentira, Na glória uma ilusão.

Eis porquê, dos prazeres desquitado, O rosto em pranto inundo; Tudo odeio, e pareço desposado Com seres doutro mundo.

E na verdade o estou: pena minh’alma Nas sombras da amargura... Homens! fugi de mim; não vos pertenço — Sou outra criatura.

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