E sempre grato
Te foi o teu herói. Nas densas trevas
Da imensa eternidade, porta incerta
Da morte tateando, não perdia
De vista o Pirajá. “Amados campos
“Do meu melhor passado”, soluçando
Com voz fraca exclamou, “solo onde as palmas
“Colhi, que tão sedento cobiçava
“Nos meus sonhos de glória, lá deixei-vos
“A minha alma plantada! Ah! quem me dera,
“Quando ele se partir, que mão amiga
“Lá plante o meu cadáver!”
Felizmente esta prece foi gravada
Num coração de ouro. Quem é ele?
Quereis dizer seu nome? — nomeai-o,
Mil tít’los lhe juntai: quanto ao poeta
Basta chamá-lo — amigo.