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1826–1864

V

Laurindo José da Silva Rabelo

E sempre grato Te foi o teu herói. Nas densas trevas Da imensa eternidade, porta incerta Da morte tateando, não perdia

De vista o Pirajá. “Amados campos “Do meu melhor passado”, soluçando Com voz fraca exclamou, “solo onde as palmas “Colhi, que tão sedento cobiçava

“Nos meus sonhos de glória, lá deixei-vos “A minha alma plantada! Ah! quem me dera, “Quando ele se partir, que mão amiga “Lá plante o meu cadáver!”

Felizmente esta prece foi gravada Num coração de ouro. Quem é ele? Quereis dizer seu nome? — nomeai-o, Mil tít’los lhe juntai: quanto ao poeta

Basta chamá-lo — amigo.

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V · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove