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1826–1864

V

Laurindo José da Silva Rabelo

Cidades destruídas, Impérios derrocados, Oh! quantas, quantas vezes O Gênio, qual brandão, vos esclarece

As pálidas ruínas, Lê nelas vossa glória, e vos confia As trombetas da fama!... Se foge a tempestade,

Se as estações revivem, Se as noites reproduzem novos dias, E os dias novas noites, Servos obedecendo à voz do Eterno,

Mensageiro do Eterno o Gênio exerce Igual poder na terra!... A Natureza, No meio das procelas, Se a voz lhe escuta, abandonando as fúrias,

Dissipando de um sopro atroz horrores, Surge risonha, como à voz divina, Saiu do caos informe, — encantadora, Toda nua, trazendo por adornos

Nos seios o Verão, nas mãos o Outono: Nos cabelos prendendo a Primavera, Por chapim de cristal calçando o Inverno. Do Gênio ouvindo o canto,

Remoçam-se as idades, Os mortos dos sepulcros se levantam, E vivem nova vida Dos homens na memória.

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