Skip to content
1826–1864

SAUDAÇÃO

Laurindo José da Silva Rabelo

Glória aos anjos que firmando Deste império a monarquia, Contra as iras da anarquia, Do seu trono a glória são.

São duas virgens formosas, Cujos sublimes destinos Nos rostos, quase divinos Bem retratados estão.

Inda que cegos nem vê-las Por um momento possamos, É assim que as desenhamos Em nossa imaginação.

Firmes e ledas na vida Caminham da glória ao templo, Guiadas pelo exemplo Que os pais augustos lhes dão.

O perfume da inocência Que das flores d’alma exalam Quando riem, quando falam, Avassala o coração.

Quem as ouve, embora a mente Ao trono se não remonte, Curva os joelhos e a fronte, Para beijar-lhes a mão.

E nós, cegos infelizes, Quando a destra lhes beijamos, Dentro d’alma sufocamos Um pranto de gratidão.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
SAUDAÇÃO · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove