Tem um destino o gênio
Só é livre na terra o que é pequeno;
É fatal o sublime,
Que o sublime é de Deus e não do mundo.
Olhos gravados nos fanais brilhantes
De ridente futuro,
Embora desejo incendiado
Aos hinos o arremesse,
Que retumbas nas mesas opulentas
De altivos Baltasares,
De rojo contra as urzes da desgraça
Há de cair o Gênio;
De rojo há de ir por elas,
Arrastado por destra misteriosa,
Que dest’arte o remonta a ignoto alcáçar.