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1826–1864

ODE

Laurindo José da Silva Rabelo

Tem um destino o gênio Só é livre na terra o que é pequeno; É fatal o sublime, Que o sublime é de Deus e não do mundo.

Olhos gravados nos fanais brilhantes De ridente futuro, Embora desejo incendiado Aos hinos o arremesse,

Que retumbas nas mesas opulentas De altivos Baltasares, De rojo contra as urzes da desgraça Há de cair o Gênio;

De rojo há de ir por elas, Arrastado por destra misteriosa, Que dest’arte o remonta a ignoto alcáçar.

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ODE · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove