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1826–1864

O ÉPICO DO — FIAT

Laurindo José da Silva Rabelo

Zela em extremo a palma aos seus diletos; Que o viço lhe desbotem não consente; Quando eles descuidados não a velam, Ante seus olhos amortalha o mundo,

E na dor os obriga, Com lágrimas de sangue, a dar-lhe orvalho. O anjo d’Harmonia no teu seio Jazia encarcerado,

Deixando a furto apenas Ouvir em curto canto as notas mágicas Da sua voz divina, Por não haver um templo

Onde pudesse desferir seus vôos; Abriu-se o templo d’Arte!... Eia, Sacerdotisa, o altar te toca! Norma de Norma, chega!

Já a língua de Euterpe é língua tua! Lua e sol d’Harmonia ao mesmo tempo, É tua voz Proteu do sentimento Nas notas que desliza!

O Estro de Bellini nas doçuras Da língua portuguesa mais se adoça, Só lhe falta a doçura do teu canto. Norma de Norma, chega!

Já a língua de Euterpe é língua tua!

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