Zela em extremo a palma aos seus diletos;
Que o viço lhe desbotem não consente;
Quando eles descuidados não a velam,
Ante seus olhos amortalha o mundo,
E na dor os obriga,
Com lágrimas de sangue, a dar-lhe orvalho.
O anjo d’Harmonia no teu seio
Jazia encarcerado,
Deixando a furto apenas
Ouvir em curto canto as notas mágicas
Da sua voz divina,
Por não haver um templo
Onde pudesse desferir seus vôos;
Abriu-se o templo d’Arte!...
Eia, Sacerdotisa, o altar te toca!
Norma de Norma, chega!
Já a língua de Euterpe é língua tua!
Lua e sol d’Harmonia ao mesmo tempo,
É tua voz Proteu do sentimento
Nas notas que desliza!
O Estro de Bellini nas doçuras
Da língua portuguesa mais se adoça,
Só lhe falta a doçura do teu canto.
Norma de Norma, chega!
Já a língua de Euterpe é língua tua!