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1826–1864

O CEGO DE AMOR

Laurindo José da Silva Rabelo

Pensam que vejo, não vejo, Não vejo, que cego estou; De que me servem os olhos, Se minha luz se apagou?

Ah! não deixes que me perca Nesta imensa escuridão; Ó anjo que me cegaste, Vem ao menos dar-me a mão.

Ao avistar-te nos olhos A luz divina senti, E por perder-te de vista, A minha vista perdi.

Ah! não deixes que me perca Nesta imensa escuridão; Ó anjo que me cegaste, Vem ao menos dar-me a mão.

Se eu cair, dá-me teus braços, Dá-me pelo amor de Deus, Que talvez recobre a vista Caindo nos braços teus.

Ah! não deixes que me perca Nesta imensa escuridão; Ó anjo que me cegaste, Vem ao menos dar-me a mão.

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