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1826–1864

LEANDRO E HERO

Laurindo José da Silva Rabelo

Hei de, mártir de amor, morrer te amando. O facho do Helesponto apaga o dia, Sem que aos olhos de Hero o sono traga, Que dentro de sua alma não se apaga

O fogo com que o facho se acendia. Aflita o seu Leandro ao mar pedia, Que abrandado por ela, a prece afaga, E traz-lhe o morto amante numa vaga,

(Talvez vaga de amor, inda que fria). Ao vê-lo pasma, e clama num transporte — “Leandro!... és morto?!... Que destino infando “Te conduz aos meus braços desta sorte?!!

“Morreste!... mas... (e às ondas se arrojando Assim termina já sorvendo a morte) “Hei de, mártir de amor, morrer te amando.”

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LEANDRO E HERO · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove