Um espírito único
Desgraçado daquele que só teve
Quando peregrinou por estes lares!
O triste foi um tronco sem raízes
Que aos impulsos da sorte foi tombando.
Té que por fim caiu na eternidade.
Nem há na espécie humana
Infeliz tão bastardo da ventura,
Que tão ermo ficasse sobre a terra.
É uma planta só a humanidade:
Por mais extremo que lhe seja um ramo,
Pela seiva comum é sustentado,
E a cicatriz, que fica se o decotam,
Da vida que se foi narrando a perda,
Da vida que ficou narra a saudade...