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1826–1864

III

Laurindo José da Silva Rabelo

Só um bem nesta vida me resta: De remorsos minh’alma está sã! Vêm curar-lhe do mundo as feridas Puras águas da crença cristã.

Sim, eu sei que, apesar de cerrados, Os teus braços, ó cruz, não têm fim; Se teus braços abrangem o mundo, Infinitos estende-os p’ra mim.

Que eles são infinitos quem nega? Quem não sabe que em todo lugar Onde um filho estiver do Calvário Em teus braços se pode arrimar?

Quantas flores colhi neste mundo, As perdi das paixões no escarcéu: Em jardim me converte o sepulcro, A colher dá-me as flores do céu!

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