Hei de fingir-me ante vós,
Porque sei que o desgraçado,
Se a desgraça não oculta,
É de todos desprezado:
Que o feliz, que goza os frutos
Dos pomares da ventura,
Não conhece o gosto acerbo
Da peçonha da amargura;
Que aos tristes consoladoras,
Palavras nos lábios seus,
São as palavras de Cristo
Na boca dos Fariseus.