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1826–1864

III

Laurindo José da Silva Rabelo

Quando, pela desgraça arremessado No solo teu, sem nome, pobre enfermo, Quase a esmolar um pão, busquei teus filhos, Ilesos do desprezo que aos felizes

A desgraça sugere, Irmãos, não só amigos, Pais, não só protetores me abraçaram; As portas da ciência,

Que a chave da indigência me fechara, Tuas mãos generosas Abriram francas a meu livre ingresso; E a vida almejavas ver-me o termo

Da difícil viagem, Enxugar-me na frente iluminada O suor da fadiga, E a coroa de espinhos

Que a sorte me cingiu tornar de louros.

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