Quando, pela desgraça arremessado
No solo teu, sem nome, pobre enfermo,
Quase a esmolar um pão, busquei teus filhos,
Ilesos do desprezo que aos felizes
A desgraça sugere,
Irmãos, não só amigos,
Pais, não só protetores me abraçaram;
As portas da ciência,
Que a chave da indigência me fechara,
Tuas mãos generosas
Abriram francas a meu livre ingresso;
E a vida almejavas ver-me o termo
Da difícil viagem,
Enxugar-me na frente iluminada
O suor da fadiga,
E a coroa de espinhos
Que a sorte me cingiu tornar de louros.