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1826–1864

III

Laurindo José da Silva Rabelo

Sim, hei de consumar o sacrifício; Nem súplicas, nem queixas há de ouvir-me; Do Coração no fundo hei de trancá-las Ao vê-la, ao vê-los, e saudar contente

Do amor de ambas a ventura e os gozos! Daquele olhar d’arcanjo cujos raios, Como punhais de fogo, Do coração as fibras me laceram,

Hei de fitar a luz sem perturbar-me; E morrer impassível, Quando nos olhos dele minha vida Em delíquio amoroso depuserem!

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III · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove