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1826–1864

II

Laurindo José da Silva Rabelo

Rosas, rosas, que a aurora me atirava Aos punhados do céu, quando eu menino, Vendo-a seguir do mar, do céu, dos montes, Mandava-lhe minh’alma num sorriso

Inocente como ela; que mau gênio Roubou-vos a meus olhos!... Rosas, rosas, Que nos brincos da tarde me trazia Do jardim paternal a irmã correndo

Para me dar em troca de um abraço... Ai! sempre, rosas, sempre me ganháveis Por um abraço-mil, por cada pétala Abrasados de amor — milhões de beijos!

Murchastes de calor?!... foi tanto o fogo, Que vos matou tão cedo?... Amor não mata; Gira um vulcão de vida em cada chama Que acende o facho seu: de um deus amante

A palavra de amor deu vida ao mundo... Se dei-vos tanto amor, por que morrestes?... Quem vos murchou tão cedo?... Rosas, rosas Que nos brincos da tarde me trazia

Do jardim paternal a irmã correndo Para me dar em troca de um abraço!...

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