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1826–1864

II

Laurindo José da Silva Rabelo

Terra de mortos, deixa que pisem Os pés dos vivos, deixa; no teu reino Pedaços d’alma dos que vivem dormem. Entre os círios funéreos

Arde também amor, geme a saudade. Mãe extremosa, os restos seus recebes Quando do mundo inteiro abandonados Vêm no teu leito procurar descanso.

O pai idolatrado A ti confia o órfão; Entrega-te seu filho a mãe querida; Os irmãos, os amigos

Seus irmãos, seus amigos, te entregaram: Um dia, ao menos, querem vê-los: — Cede, Pois tens tudo o que é seu.

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