Terra de mortos, deixa que pisem
Os pés dos vivos, deixa; no teu reino
Pedaços d’alma dos que vivem dormem.
Entre os círios funéreos
Arde também amor, geme a saudade.
Mãe extremosa, os restos seus recebes
Quando do mundo inteiro abandonados
Vêm no teu leito procurar descanso.
O pai idolatrado
A ti confia o órfão;
Entrega-te seu filho a mãe querida;
Os irmãos, os amigos
Seus irmãos, seus amigos, te entregaram:
Um dia, ao menos, querem vê-los: — Cede,
Pois tens tudo o que é seu.