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1826–1864

I

Laurindo José da Silva Rabelo

E perdi-a! e nem mais uma esperança, Sequer, me alenta nesta dor terrível, Que hei de, não mudo só, porém me rindo Devorar em segredo até a morte!

Suportar um tormento Que ao menos em gemidos Vai-se em parte exalando; a febre, a sede Do amor e da saudade mitigar-se

Com lágrimas, é bem que só conhece, Quando o céu lhe recusa, o desgraçado! E não hei de chorar, chorar não quero, Não quero, porque as bagas do meu pranto

Enfeitam a coroa Que ele cinge, feliz, nos braços dela!

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I · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove