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1826–1864

I

Laurindo José da Silva Rabelo

Ai! flores de minh’alma! quem matou-vos Que nem o aroma vos deixou tão grato, Com que se embalsamava toda inteira A minha esp’rança? Flores, flores minhas,

Que a inocência plantou na terra nova Do meu coração virgem, quem ceifado Vos tem assim dos ramos tão frondosos Do meu futuro?!... Árvore bem verde,

Bem viçosa e fecunda, era-vos ele Mantenedor de vida deleitosa, Que parecia eterna!... mas... caístes! E nem revivereis, nem outras flores

Como vós colherei, que o tronco enfermo, Talvez por falta vossa, está mirrado!

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