Ai! flores de minh’alma! quem matou-vos
Que nem o aroma vos deixou tão grato,
Com que se embalsamava toda inteira
A minha esp’rança? Flores, flores minhas,
Que a inocência plantou na terra nova
Do meu coração virgem, quem ceifado
Vos tem assim dos ramos tão frondosos
Do meu futuro?!... Árvore bem verde,
Bem viçosa e fecunda, era-vos ele
Mantenedor de vida deleitosa,
Que parecia eterna!... mas... caístes!
E nem revivereis, nem outras flores
Como vós colherei, que o tronco enfermo,
Talvez por falta vossa, está mirrado!