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1826–1864

I

Laurindo José da Silva Rabelo

Já do batel da vida Sinto tomar-me o leme a mão da morte: E perto avisto o porto Imenso nebuloso, e sempre noite,

Chamado — Eternidade! Como é tão belo o sol! Quantas grinaldas Não tem de mais a aurora!! Como requinta o brilho a luz dos astros!

Como são recendentes os aromas Que se exalam das flores! Que harmonia Não se desfruta no cantar das aves, No embater do mar, e das cascatas,

No sussurrar dos límpidos ribeiros, Na natureza inteira, quando os olhos Do moribundo, quase extintos, bebem Seus últimos encantos!

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