Do amor o ardente lume
Eterno nunca se apaga
Arde por baixo da vaga;
Da suspeita o azedume
Ainda no mar do ciúme.
Não lhe dissipa o fulgor,
Tanto que quando o amador
Chora da ingrata o quebranto,
Por entre as bagas do pranto
Fervem centelhas de amor.
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Glosa · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove