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1826–1864

A UM INFELIZ

Laurindo José da Silva Rabelo

Geme, geme, mortal infortunado, É fado teu gemer continuamente: Perante as leis do Fado és delinquente, Sempre tirano algoz terás no Fado.

Mas para não ser mais envenenado O fel que essa alma bebe, e o mal que sente, Não te iluda o falaz riso aparente De um futuro de rosas coroado.

Só males o presente te afiança: Encrustado de vermes charco imundo Se te volve o passado na lembrança. Busca, pois, o da morte ermo profundo:

Despedaça a grinalda da esperança: Crava os olhos na campa, e deixa o mundo.

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A UM INFELIZ · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove