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1826–1864

A SRA. D. TERESA MARIA CAETANA DA TRINDADE

Laurindo José da Silva Rabelo

Que importam anos? Uma flor existe Que, quanto mais por ela o tempo corre Mais seu aroma e seu verdor aumenta; Com o tempo revive, nunca morre.

É a virtude, raio que no mundo Do céu dardeja o sol da eternidade, Em si bem como Deus o tempo encerra, Anos não conta, nem aumenta a idade.

O homem que a contempla, embora viva Séculos a contemplar-lhe a formosura, Mais aroma lhe sente, e vê na forma Mor garbo, mais beleza e mais doçura.

Não, as cãs da velhice não enfeiam A fronte da matrona virtuosa; Diadema de prata nela brilha, Qual na da mocidade brilha a rosa.

Se a grinalda de rosas da donzela É bela por dizer graça e meiguice, Exprime mais solenes predicados A coroa de prata da velhice.

Mostra uma virtude ainda nascente, As galas, o trajar da juventude, E a outra, coroa de triunfos, Que já colheu dos anos a virtude.

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