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1826–1864

À MESMA SENHORA

Laurindo José da Silva Rabelo

Tão doce como o som da doce avena Modulada na clave da saudade; Como a brisa a voar na soledade, Branda, singela, límpida e serena;

Ora em notas de gozo, ora de pena, Já cheia de solene majestade, Já lânguida exprimindo piedade, Sempre essa voz é bela, sempre amena.

Mulher, do canto teu no dom supremo A dádiva descubro mais subida Que de um Deus pode dar o amor paterno. E minh’alma, num êxtase embebida,

Aos teus lábios deseja um canto eterno, E, só para gozá-lo, eterna a vida.

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À MESMA SENHORA · Laurindo José da Silva Rabelo · Poetry Cove