Nuvens... flocos de linho... escumilha... fumaça...
No alto do Cambirela há nuvens cor de lodo,
É o pampeiro que desce e bruscamente passa
Bramindo, em convulsões... Esse pampeiro é um rodo:
Leva diante de si, como uma enorme massa,
O mar que eriça o colo e espuma e cospe e todo
O espaço faz tremer. E aonde está a barcaça?
Levou-a o vento sul, como o melhor engodo.
E lá vai a barcaça, aos trancos, emborcada...
Corre à mercê do mar, no Pontal da Enseada,
Nas ondas que se vão, em derrota, do norte.
Mas não há que temer do quadro extraordinário:
A barcaça parece um grande dromedário
Eu cujo dorso o André zomba da própria morte!