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1865–1927

Zarina

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ah! para todo o sempre minha amada, Meu sol eterno, minha Estrela d’Alva, A tua luz é a luz da madrugada, A que dos mares lúgubres me salva.

Dos longes dessa abóbada azulada Que às vezes é da cor da própria malva, Desces serenamente, imaculada, A minh’alma que tanta dor escalva.

Desces e ao mesmo tempo ao céu te elevas. Porque no mundo me encontraste em trevas. Porque no mundo me encontraste triste. E como então me queres loucamente,

Entre o meu peito aflito e o céu clemente, Uma piedade imorredoura existe.

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Zarina · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove