Ah! para todo o sempre minha amada,
Meu sol eterno, minha Estrela d’Alva,
A tua luz é a luz da madrugada,
A que dos mares lúgubres me salva.
Dos longes dessa abóbada azulada
Que às vezes é da cor da própria malva,
Desces serenamente, imaculada,
A minh’alma que tanta dor escalva.
Desces e ao mesmo tempo ao céu te elevas.
Porque no mundo me encontraste em trevas.
Porque no mundo me encontraste triste.
E como então me queres loucamente,
Entre o meu peito aflito e o céu clemente,
Uma piedade imorredoura existe.