Eu te quero na curva ansiante dos meus braços,
Junto do coração, e que possas ouvi-lo,
Quer no momento em que ele é pássaro tranquilo,
Ou um alvionador curvado de cansaços...
Vacilantes, embora, eu já tenha os meus passos,
Vacilante não sinto o peito, para uni-lo
Ao teu peito, no qual vive o amor, no sigilo
Da permanente união, através dos espaços.
Viveremos assim, nesta nesga de terra,
Neste humilde lugar que as carícias encerra,
Sem neblinas de inverno e anemias de outono.
E para longe, então, ficará, toda a sorte
De misérias do mundo... E teremos, na morte:
Para o espírito, o sonho, e para o corpo, o sono.