A luz do sol recorda uma teia de aranhas...
Tessituras de prata estendem-se às florentes
Ilhas da minha terra... E o mar se enche de estranhas
Asas brancas, de garça, a esvoaçar, trementes...
Do lugar onde estou, vejo ao longe as gadanhas
Ceifando a seara e vejo os riachos dormentes!
Maria, como é bela a vida entre montanhas,
Nestes vales em flor, junto às águas correntes!
E maio como está com fartura nas granjas!
Cheira a farinha a estrada e doiram-se as laranjas;
Aves descem da mata, em festivo alvoroço...
Mas, a vida, na praia é, para mim, mais bela!
Repara como vai galhardamente a vela
Daquela lancha, para a pesca no mar-grosso!