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1865–1927

Vida feliz

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ó Ilha! Ó minha mãe! Campo do meu trabalho! Como eu te quero bem, pelo rolar dos dias! Sinto que vêm de ti todas as energias, E o melhor e o mais santo e divino agasalho!

Ó Ilha amada! És tu quem o bendito orvalho Derramas nos rosais das minhas alegrias! E quando triste estou, nas belas sinfonias Da tua luz sublime, as tristezas espalho...

Vim de ti e de ti veio a mulher querida, Que é linda flor de trigo e flor de minha vida; E vieram de ti meus filhos e meus netos Quem mais feliz do que eu, Ilha verde e aromada,

Se uma tenda construí, numa praia abençoada, Lendo ao mar inebriante os meus poemas diletos?

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