Não vos calcem senão os brancos lírios
Nos seus cálices de ouro e alvos, linhos.
Não sois pés para as urzes e martírios,
Não sois pés para, as pedras dos caminhos.
Saltitem outros, cheios de delírios,
Saltitem por espinhos... por espinhos...
Não vós, que sois tão alvos como os círios
Da sacrossanta ermida dos carinhos.
Ah! que os lírios vos calcem, pés de fada,
Enquanto andais da vida pela estrada,
Pois que afinal em que vereis os vossos
Traços da cor dos ricos alabastros,
Quando vos virdes pelo chão, de rastros,
E mais não fordes que uns nojentos ossos?