Quem se vestiu de negro? e à minha porta
Bateu neste momento? Quem bateu,
Quando da noite a triste neve corta
O campo, e o vasto mar, e o vasto céu?
Quem tanta negridão em si suporta
Que até faz recordar que se escondeu
Na asa de um corvo? Olá! Quem não se importa
De me dizer quem é? Mas, respondeu,
O fantasma sombrio, horrível, tredo;
Respondeu, esgueirado num segredo,
Do qual fazia o seu famoso cetro...
E muito mais medonho que os medonhos
Vampiros, repetiu: — Eu sou, dos sonhos
Dos que não amam, o fatal espectro!