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1865–1927

Vestido de negro

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem se vestiu de negro? e à minha porta Bateu neste momento? Quem bateu, Quando da noite a triste neve corta O campo, e o vasto mar, e o vasto céu?

Quem tanta negridão em si suporta Que até faz recordar que se escondeu Na asa de um corvo? Olá! Quem não se importa De me dizer quem é? Mas, respondeu,

O fantasma sombrio, horrível, tredo; Respondeu, esgueirado num segredo, Do qual fazia o seu famoso cetro... E muito mais medonho que os medonhos

Vampiros, repetiu: — Eu sou, dos sonhos Dos que não amam, o fatal espectro!

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