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1865–1927

Velhinha amada

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sempre te quis, essa velhinha amada. Essa velhinha amada te queria Como a si própria, toda iluminada, Pelo sol da mais límpida alegria.

Ninguém ficava mais alvoroçada Do que ela, quando ao som da Ave-Maria, O teu vulto, entre as árvores da estrada, Lá longe, todo branco, aparecia...

E em sua casa, satisfeito, entravas... Porém, num dia em que tão triste estavas, Ela, por ti, que lágrimas chorou! E morreu, depois disso, essa velhinha.

Mas, mesmo assim, da morte te acarinha; E foi quem, hoje, os teus olhos te enxugou.

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