Sempre te quis, essa velhinha amada.
Essa velhinha amada te queria
Como a si própria, toda iluminada,
Pelo sol da mais límpida alegria.
Ninguém ficava mais alvoroçada
Do que ela, quando ao som da Ave-Maria,
O teu vulto, entre as árvores da estrada,
Lá longe, todo branco, aparecia...
E em sua casa, satisfeito, entravas...
Porém, num dia em que tão triste estavas,
Ela, por ti, que lágrimas chorou!
E morreu, depois disso, essa velhinha.
Mas, mesmo assim, da morte te acarinha;
E foi quem, hoje, os teus olhos te enxugou.