Skip to content
1865–1927

Valésia

Juvêncio de Araújo Figueredo

Todo o horizonte escuro e as montanhas escuras... Rolos de escuridão vêm do espaço caindo. E a floração astral onde estará luzindo? Seria para sempre extinta nas alturas?

Aonde estarão também as límpidas alvuras Das garças dos mangais? Foram-se difundindo Nas trevas desse mar que se encrespa, rugindo, Abalando de chofre a alma das criaturas.

Tremo de medo. A fé em meu peito se apaga... Esta noite medonha, aflitiva e pressaga, Leva-me o coração, que na angústia estremece... Mas entro, sem rumor, na tua casa e vejo,

Da candeia de folha ao mortiço lampejo. Os teus dedos desfiando um rosário de preces.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Valésia · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove