Todo o horizonte escuro e as montanhas escuras...
Rolos de escuridão vêm do espaço caindo.
E a floração astral onde estará luzindo?
Seria para sempre extinta nas alturas?
Aonde estarão também as límpidas alvuras
Das garças dos mangais? Foram-se difundindo
Nas trevas desse mar que se encrespa, rugindo,
Abalando de chofre a alma das criaturas.
Tremo de medo. A fé em meu peito se apaga...
Esta noite medonha, aflitiva e pressaga,
Leva-me o coração, que na angústia estremece...
Mas entro, sem rumor, na tua casa e vejo,
Da candeia de folha ao mortiço lampejo.
Os teus dedos desfiando um rosário de preces.