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1865–1927

Vã conquista

Juvêncio de Araújo Figueredo

Um dia amanheceste na opulência, Tu que vivias pobre como Jó; Mas não tendo de Jó toda a inocência, Tu te vestiste de doirado pó.

Mantos tiveste, de uma resplandecência De sóis; e foste, neste mundo, só No orgulho, na vaidade, na inclemência, Sem possuíres um ceitil de dó.

Conquistaste, portanto, o que no mundo Julgavas ser todo um trigal fecundo; Mas hoje, que morreste, bem que dista, Dos desejos que tinhas, a ventura...

Hoje, enganada vives, na loucura Dos desesperos de unir vã conquista.

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