Seios ebúrneos, pomos tentadores,
Do encantado pomar das primaveras,
Virgens e novos e fascinadores,
Mordidos das abelhas das quimeras.
Redomas raras, de opalinas cores!
Taças lembrando o resplendor das eras,
E que embriagam de ideais licores
As próprias almas no viver austeras!
Nas vossas fontes, delicados seios
De sangue novo, tentadores seios,
O que ora passa de emotivo gozo;
O que ora passa e como as chamas arde,
Dizei-me, seios, passará mais tarde,
Dos vermes no banquete tenebroso?