Ah! quando ela estiver para os olhos fechar,
Vendo aberto a seus pés um caixão mortuário,
E já correr no espaço o som do campanário
Que só foi feito para as almas evocar...
E, se nesse momento, o coração do mar,
Que é bem igual ao meu, assim, tão solitário,
Começar a rezar, — nas contas do rosário,
Reze por ela toda a gente do lugar.
Mas não chore por quem, diademada de branco.
Como uma santa irá, por um caminho franco,
Tendo na própria morte uns risos de meiguice...
Pois não há, neste mundo, uma cousa mais bela
Do que a prata que fica, a iluminar, singela,
A cabeça cansada e aflita da velhice!