Eu creio nos que vão para as Esferas,
Para as Esferas límpidas do Espaço,
Despidos todos do augural cansaço,
Sem a eclosão das lágrimas austeras.
Sei que por lá existiram primaveras;
E em cada luz um túmido regaço,
Que ampara o braço aflito quando o braço
Chega de andar lutando contra as feras.
Sei que nos tristes túmulos sombrios
Não existe mais que o corpo inanimado
Dos que se viram nos dantescos rios...
E crendo que dos pântanos imundos,
Possa brotar um lírio imaculado,
Creio que virás por diversos mundos!...