O teu feliz destino! Alguém te diz ao ouvido,
Quando cismas, à noite, e procuras saber
Toda a origem do teu destino, percorrido
Até esta hora, desde o seu alvorecer...
Alguém, baixo, te diz: — Ficarás convencido
Que o teu destino foi, e continuará a ser
O de um alveonador robusto e destemido,
As misérias vencendo, em pleno entardecer...
E para que não possa o teu peito vergar
Ao cruel desalento; e a tua alma chorar,
Nem perderes o olhar na abóbada estrelada,
Uma graça terás, num divino clarão,
De encontrares a água, e encontrares o pão,
Nessa eterna e formosa e sacrossanta estrada.