Quando eu para este mundo os meus olhos fechar,
Que os feche para o pó, num frio esquecimento.
Menos para o esplendor dos campos e do mar,
Para não ter, na morte, um grande sofrimento.
Eu desejo morrer numa noite de luar...
(E o luar para mim é um florescimento)
Aberta a porta irei, todo em ânsias, pelo ar,
Para a sublime paz azul do firmamento.
E o divino luar, que tanto eflúvio espalha,
Seja-me a branca e leve e sagrada mortalha;
E sejam minha unção os perfumes agrestes...
E se existir quem reze antífonas e salmos,
Quero lhe ouvir rezar sobre os meus sete-palmos,
Uma oração de amor, na ermida dos ciprestes!