Teu coração, que recordava a ermida
Da nossa aldeia, toda aberta aos cultos,
E à paz gloriosa, à branca paz querida,
Que só se encontra longe dos tumultos.
Teu coração, que tanto amou na vida,
Saturado no sangue dos singultos,
E como uma falange destemida,
Venceu dos tufos os sombrios vultos.
Teu coração, tão nobre e tão perfeito,
Talvez sonhasse com um flóreo leito,
Para guardá-lo, cheio de ternura...
No entanto, a Morte, a tua noiva amada
Deu-lhe, apenas, por última morada,
Os Sete-palmos de uma sepultura!