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1865–1927

Tuberculosa

Juvêncio de Araújo Figueredo

Suzana recordava uma garça alvadia, Das que vêm, ao sol posto, espelhar-se no mar, E ficam tristemente a cismar... a cismar, Dentro da mais pesada e atroz melancolia.

Através da vidraça eu quantas vezes via A cera do seu rosto! E o seu saudoso olhar Tinha os velados tons do marfim de luar, Quando num rio a lua adormece, doentia...

E as suas brancas mãos, tão brancas, mãos de neve, E o veludo do seu cabelo ondeante e leve. E aquela boca em febre, ardendo como o estio? Isso tudo me vem à ideia, lentamente,

Se contemplo uma garça, assim, na praia albente, Ou revejo luar sobre as águas dum rio...

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Tuberculosa · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove