Setembro. O céu esbate uns violáceos fulgores
Através dos franjais das nuvens... Tons magoados,
De ametista e berilo, estendem-se aos gramados,
Onde os lindos ipês se engrinaldam de flores.
Fujo ao profundo anseio emocional das cores
Do campo e desço, alegre, a passos apressados,
Aos regaços da praia... (Ah! lugares sagrados!)
Neles vejo Jesus junto aos seus pescadores.
E me atiro da areia aos cheirosos regaços,
E aí descanso o peito aberto de cansaços...
E quando a noite vem, eu passo, uma por uma,
A contemplar, saudoso, emocionado, as ondas
Do largo mar, nas quais há também ricas mondas
De alvo trigo do luar, sobre granjas de espuma.