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1865–1927

Trigo do luar

Juvêncio de Araújo Figueredo

Setembro. O céu esbate uns violáceos fulgores Através dos franjais das nuvens... Tons magoados, De ametista e berilo, estendem-se aos gramados, Onde os lindos ipês se engrinaldam de flores.

Fujo ao profundo anseio emocional das cores Do campo e desço, alegre, a passos apressados, Aos regaços da praia... (Ah! lugares sagrados!) Neles vejo Jesus junto aos seus pescadores.

E me atiro da areia aos cheirosos regaços, E aí descanso o peito aberto de cansaços... E quando a noite vem, eu passo, uma por uma, A contemplar, saudoso, emocionado, as ondas

Do largo mar, nas quais há também ricas mondas De alvo trigo do luar, sobre granjas de espuma.

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